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Quando você entrou na faculdade, foi um sonho se tornando realidade?
Ou você ficou muito tempo perguntando se não tinha sonhado errado?
Se você faz/fez Design, quanto tempo levou pra entender o que é isso?

Bem, com 17 anos seria um sonho pra mim trabalhar na Pixar. Assim, entrei para o curso de (na época) Design de Animação da UFSC.

Aos 22 anos, um sonho pra mim seria é trabalhar na IDEO. Olha só, nada de Pixar. Afinal, nossas percepções mudam conforme aprendemos e nos mantemos abertos ao novo.

Mas, de qualquer forma, 5 anos depois obtive o título de Bacharel em Design. Devo admitir que precisei desses completos 5 anos para compreender o Design e poder me encontrar.

Meu maior aprendizado foi entender que:

“O Design tem um poder maior do que o de ser somente a ferramenta que define a forma e a estética.”

Foi aí que eu percebi que existia muito mais design do que eu me permitia ver.

→→ Continue lendo este texto para saber mais sobre:

► Quais foram e como quebrei minhas verdades sobre o Design.
► Porque tudo não é design e design não é apenas uma ferramenta.
► O que é Design.
► Porque esse blog nasce hoje.
► O que eu aprendi me permitindo quebrar minhas verdades

Permita-se quebrar suas verdades

Você já se encontrou frente à um assunto (ou um mundo completamente) novo e se sentiu um pouco perdido e, quem sabe, deslocado de início?

Bom, eu já. E isso não é incomum. Normalmente é preciso um pouco mais de tempo, de experiência e de alguns novos conhecimentos para que você consiga encontrar a sua conexão nesse novo mundo que está sendo descoberto. Ou, ainda, perceber que não há conexão nenhuma.

Existem pessoas que levam algumas horas ou poucos dias nessas descobertas e existem outras que levam meses ou até 5 anos, como eu.

Durante a faculdade eu e o Design fomos nos tornando mais próximos, algumas vezes amigos outras inimigos. E nesse tempo de descoberta eu criei e quebrei algumas verdades até conseguir encontrar uma conexão real entre nós.

1. Minha primeira verdade (quebrada) foi: Design não é nada importante.

No início da minha faculdade, o que eu queria tinha a ver com efeitos especiais e animação, o design para mim era um agregado (chato) que veio junto pra complicar meu objetivo final. (Lembro que adoraria que fosse, na verdade, ~Engenharia de Animação~).

Quebrei essa verdade:

  • (1) descobrindo que eu não era o que podemos chamar de ~estado da arte~ da animação.
  • (2) entendendo que existem teorias, técnicas e metodologias por de trás do Design: Ele é algo real.
  • (3) percebendo que design não tem a ver com simplesmente um momento de inspiração divina onde se constrói algo “bonito”. É, existe um projeto com intenção que gera um resultado e objetiva solucionar um problema. (Nesse ponto eu já entendia a besteira de querer uma ~Engenharia de Animação~)

2. Minha segunda verdade (quebrada) foi:Tudo é Design.

Grande parte do meu aprendizado na Universidade veio das minhas experiências extracurriculares. Conectando a ideia de que Design soluciona problemas, foi muito simples deduzir que tudo que eu fazia nesses trabalhos era design.

Talvez, o fundamental para eu quebrar esta verdade tenha sido olhar para meu umbigo e perceber o quão egocêntrico era dizer que pelo simples fato de ser uma designer eu era capaz de solucionar todos os problemas do mundo.

No entanto, o design não vive isolado e ele se enriquece quando conectado com outras áreas de conhecimento. E aí eu aprendi que design não é tudo. Mas se eu integrar o design com outros conhecimentos, a história de solucionar problemas ganha uma escala diferente.

3. Minha terceira verdade (quebrada) foi:Design é só uma ferramenta.

No momento que entendi que tudo do universo não era exatamente design, me liguei que o que eu fazia nas atividades extracurriculares era (na sua grande maioria) administração. Mas eu sentia que o Design ainda estava ali. Foi o que me me fez enquadrar o design como uma ferramenta (visual) que me auxiliava a otimizar as demais atividades.

Nessa fase, estava certa de que não havia nascido para o design e estava no curso errado. Como alguma coisa (não sei bem dizer o que) não me deixava mudar de curso, experimentei estudar 6 meses de administração na França.

E (para minha surpresa) a administração também não completou o ~sonho~.
Eu não servia para o design, não servia para a administração e lá estava eu: no limbo de ambos.

Assim, sem nenhuma epifania, depois de muito ler, trabalhar junto a startups com a Orquestro e com um pouco de intuição, pouco a pouco a luz se acendeu no limbo. O Design não é só uma ferramenta. Pude entender melhor isso com minha última verdade:

4. Tem mais design no meu design.

Sim, minha visão sobre design estava fechada à ele como atributo; o design como a ferramenta que concebe a forma e a estética.

Então, essa verdade eu (ainda) não quebrei. Mas você pode entender como cheguei a essa conclusão, lendo aqui abaixo uma perspectiva sobre o design:

O Design

Um dos fatores que faz o design ser uma área tão rica é justamente o fato dele não ser delimitado por uma única definição.

Na minha primeira definição o design trabalha com a comunicação gráfica e visual, assim como com a forma e com a estética de produtos e relacionados.

O que meus olhos não me permitiram ver é que, além disso, o design também é o responsável pela concepção e o propósito dessas coisas.

“O design trabalha com as intenções (e pode as manifestar através da forma). Como atividade, ele tem o objetivo de solucionar problemas de pessoas, o que vai muito além de somente embelezar ou lidar com a carcaça, envolve a compreensão humana. Sendo assim, o designer se torna um profissional holístico que atua como mediador na relação entre organizações (indústria/empresa e tecnologia) e o usuário (pessoas).”

Abrindo a minha visão sobre o design eu consegui conectá-lo aos negócios e descobrir (com o design thinking) que o que eu fazia no “limbo” era reflexo de uma mentalidade adquirida com o design e somada a conhecimentos multidisciplinares. Foi assim que eu pude me encontrar e perceber muito mais potencial no design.

Essa ~descoberta~ me inspirou e animou e por isso hoje eu começo (com este post no blog!) a compartilhar alguns conceitos e o que penso sobre:

► Design para Negócios
► Design Thinking
► Inovação
► Desenvolvimento de Clientes
►Startups
► Marketing

 Se você se interessa por esses assuntos se inscreva na lista de emails do blog agora e fique atualizado com o que rolará por aqui.

Nesse trajeto de ~aquisição~ de um diploma, ganhei uma lição fundamental:

“Sempre se mantenha aberto para aceitar e absorver novas visões mesmo que isso o faça desafiar e questionar o que acredita (as suas verdades).”

Para acabar, deixo a pergunta: Será que tem mais design no que você acredita ser design?

Para quem quer saber mais, esse texto aqui dá uma introdução ao Design Thinking meu maior achado da faculdade e do Design. ♥♥


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About Carol Sonda

Designer por formação, design thinker e estrategista por paixão; é fascinada por desvendar problemas complexos através de um mindset de inovação.

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